A PROPOSTA

A arte na contemporaneidade observada desde seus elementos formadores, a partir da primeira virada do século XIX para o século XX até a segunda virada do século XX para o XXI, num diálogo de transformações, semelhanças e diferenças. Conjuntamente a arte é vista em seu contexto histórico, sociocultural e político.

 

BAILAM CORUJAS E PIRILAMPOS, VIRA VIRAM OS SÉCULOS*

A arte nos tempos das vanguardas e pós-vanguardas

O foco do curso será a arte contemporânea, mas em diálogo com movimentos artísticos que a antecedem, abordando os pontos focais que provocam mudanças, sempre numa perspectiva interceptada pela arte e seu contexto sociocultural e político.

O vai-e-vem proposto entre tempos e discussões teórico-históricas inclui a arte realizada no Brasil. As mulheres artistas serão vistas dentro dos movimentos, propostas e ações nas quais se inserem, sem abarcar necessariamente a questão de gênero, a não ser que tragam em seus trabalhos essas discussões, como é o caso do grupo das Guerrilla Girls.

* Referência à música O Vira, dos Secos & Molhados.

 

OBJETIVOS

Perceber e formular um pensamento crítico sobre a arte de vanguarda e pós-vanguarda que atravessam as passagens de séculos (XIX-XX e XX-XXI) entre os atritos das representações, dos processos imagéticos e estetizações.

 

 

PERÍODO

de 24 de outubro a 7 de dezembro – terças e quintas, das 9h às 12h

 

CARGA HORÁRIA

40 horas/aula (inclui certificado)

 

CONTEÚDO

Estética, conceitos e pensamentos provenientes das vanguardas e pós-vanguardas que reverberam na contemporaneidade;

A Representação do mundo, da arte: as mudanças no modo de olhar e fazer arte;

Apropriação e desmaterialização da arte;

Retorno à pintura: tradição, mercado e o convívio com outras linguagens;

A crise da arte e da crítica: critérios colocados em cheque;

Arte além dos espaços institucionais: propostas urbanas e em outros sites;

A efemeridade, a hibridização, mercantilização da arte e estetização do mundo.

 

INVESTIMENTO

R$400 parcelado em até 4 vezes no cartão de crédito

 

REQUISITO

Interesse e disponibilidade.

 

ESTRATÉGIAS

Aulas expositivas dialogadas;

Apoio de vídeos, filmes;

Debates em torno da arte, da estética e dos conceitos abordados (Mesa ou seminário);

Propostas práticas concernentes aos assuntos estudados (interconexão entre a teoria e prática);

Visita a exposições;

Convidado para Bate-Papo (Artista ou curador ou professor ou educador)

 

 

MARISA MOKARZEL

Doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará e mestre em História da Arte pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professora de História da Arte do curso de Artes Visuais e Tecnologia da Imagem da Universidade da Amazônia. Pertence ao Conselho Curador do Museu da Universidade Federal do Pará.

Foi diretora e curadora do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas do Sistema Integrado de Museus da Secretaria Executiva de Cultura do Estado do Pará. Realizou juntamente com Rosangela Britto a curadoria da exposição inaugural do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas e a idealização do Laboratório das Artes, sala projetada para atender mostras experimentais. Tem realizado curadoria para exposições de jovens artistas do Pará.

Foi curadora da exposição Carne/Terra de Berna Reale, na Galeria Kunsthaus, Wiesbaden, Alemanha (2004); do Rumos Visuais do Itaú Cultural 2005/2006, da Mostra Fiat Brasil 2006 e curadora adjunta da Bienal Naif de Piracicaba 2006. Participou da comissão de seleção do Projeto Cultura e Pensamento (2006) do Ministério da Cultura. Integrou júri de seleção do Prêmio Jabuti categoria ilustração de livros infantis (1996), júri de seleção do Prêmio Marcantonio Vilaça (2006); Salão Arte Pará (Belém, 2004; 2005; 2006) e Salão de Pequenos Formatos(Belém, 2000, 2006). Membro dos Comitês de Indicação PIPA 2012, 2013, 2014 e 2015.

 

SAIBA MAIS

Circuito – Entrevista – Marisa Mokarzel

Museus – Diálogo aberto com Marisa Mokarzel

Marisa Mokarzel – Sobre Armando Queiroz

Marisa Mokarzel – Sobre Luiz Braga (fotógrafo)

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AMARAL, Aracy. Textos do Trópico de Capricórnio, V1 (Modernismo, arte moderna e o compromisso com o lugar); V.2 (Circuitos de arte na América Latina e Brasil); V.3 (Bienais e artistas contemporâneos no Brasil). São Paulo: Ed. 34, 2006.

AMARAL, Aracy. Arte para quê? A preocupação social na arte brasileira 1930-1970.São Paulo, Studio Nobel, 2003.

ARGAN, Giulio. A arte moderna: do Iluminismo aos movimentos contemporâneos. São Paulo: Cia. das Letras, 1993.

BASBAUM, Ricardo (Org.). Arte Contemporânea Brasileira. Rio de Janeiro: Rios Ambiciosos. 2001.

CAUQUELIN, Anne. Frequentar os incorporais: contribuição a uma teoria da arte contemporânea. São Paulo: Martins, 2008.

DANTO, Arthur C. Após o fim da arte: a arte contemporânea e os limites da história. São Paulo: Odysseus, Editora, Edusp, 2006.

DANTO, Arthur C. O Abuso da Beleza: A estética e o conceito de arte. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2015.

DIDI-HUBERMAN, Georges. Diante da Imagem: Questões colocadas aos fins de uma história da arte. São Paulo: Editora 34, 2013.

DIDI-HUBERMAN, Georges. Sobrevivência dos Vagalumes. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011.

DUARTE, Luisa (Org.). Paulo Sérgio Duarte: a Trilha da trama e outros texos sobre arte. Rio de Janeiro: Funarte, 2004.

FABBRINI, Ricardo Nascimento. A arte depois das vanguardas. Campinas: Unicamp, 2002.

FOSTER, Hal. O Retorno do Real. São Paulo: Cosac & Naif, 2014.

FOSTER, Hal. Bad New Days: Art, Criticism, Emergency. London; New York: Verso Books, 2015.

LIPOVETSKY, Gilles & SERROY, Jean. A Estetização do Mundo: Viver na era do Capitalismo Artista. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

MANESCHY, Orlando; LIMA, Ana Paula Felicissímo de Camargo  (Org.). Já! Emergências Contemporâneas. Belém: EDUFPA/Mirante- Território Móvel, 2008.

OITICICA FILHO, César (Org.). Mário Pedrosa (Textos). Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2013.

RANCIÉRE, Jacques. O destino das Imagens. Rio de Janeiro: Contraponto, 2012.

RANCIÉRE, Jacques. A partilha do sensível: estética e política. São Paulo: Editora 34, 2009.

 

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