Marca d’água
feira de impressos e publicações independentes

 

Espaço de troca, reunindo em um final de semana, impressos nas mais diferentes linguagens, trabalhos autorais, individuais e/ou coletivos, selos e editoras independentes. Na programação, conversas e oficinas voltadas ao universo das publicações.

SÁBADO 2 dezembro 2017

10h abertura da casa

10h30 mesa
Produção, edição e difusão: experiências de publicar hoje em Belém do Pará
com Ionaldo Rodrigues, Fabio Vermelho e Marcílio Costa
mediação: Galvanda Galvão

Encontro de criadores para compartilhar experiências e desafios em manter o movimento de criação independente vivo, considerando todos os processos, desde a produção autônoma de publicações até a distribuição e multiplicação de seus trabalho em uma cidade que inicia suas descobertas sobre um mercado editorial paralelo e alternativo. Para compor a mesa, diferentes linguagens e formatos de publicação.

 

11h AQUARELA
com Mariana Aguiar

O objetivo desta micro oficina é criar exercícios de experimentação com a aquarela, onde o participante possa pensar a pintura para além de um ato figurativo ou representativo da realidade, mas sim, compreender a cor, a textura e o movimento da luz como um exercício da percepção, lançar um novo olhar sobre o visível e as forças invisíveis dos objetos da realidade. A luz, sombra, textura e contraste na pintura não serão vistas como fenômenos óticos, mas como a dança do sensível que olho e o corpo busca capturar e expressar.

 

14h partilha de processo

Relançamento da Plaquete Luminária, de Mayara La-Roque e do livro Desejo de Estrangeiro, de Cinthya Marques

 

15h STENCIL
micro oficina com Coletivo Guayi

 

16h mesa
O livro como espaço de criação e partilha.
com Camila Fialho, Raphíssima e Véronique Isabelle
mediação: Débora Flor

A partir de diferentes lugares de fala, a proposta da mesa abarca o universo da criação, tendo o espaço-livro campo comum para a discussão. Véronique Isabelle traz o livro enquanto objeto relacional a partir da experiência de construção do livro JEGUATA  MBYA  YVYJU’PY (a caminhada do povo Guarani Mbya), e do Livro Azul, produzido junto de um grupo de alunos da UP Ilha Grande, da artista Débora Flor e da educadora Adriele Silva da Silva. Raphíssima aborda o universo do zine enquanto plataforma poética e política para criação e também de interlocução com a rua quando de suas peregrinações no ato da venda. Tomando o viés da curadoria como processo de criação partilhada, Camila Fialho fala sobre a construção do livro Viver ou Narrar, desenvolvido junto de José Viana e em colaboração com os quatro residentes que participaram do programa Fotoativa em Residência 2015.

 

18h sarau poético
com Poesia do Povo da Noite

O sarau surge da necessidade de construir em Belém um evento onde a palavra e a poesia-falada sejam a protagonista, sendo ela o foco, onde não precise pedir licença ou ter medo de estar sendo inconveniente. E onde os poetas sem publicações ou nomes notáveis sejam protagonistas também. O objetivo é unir poetas de gavetas, de zines, de memórias, de oralidades, de silêncios, de esconderijos líricos dos poetas Roberta Tavares, Flavia Cortez, Abílio Dantas, Thiago Kazu, Renato Caranã, Renato Sá, Nai Cruz, Rodrigo Brito.

 

DOMINGO 3 dezembro 2017

#VemCircularBelém

8h Yoga com Tunga Vydia

8h30 Café da Manhã no Jardim com Sandra Machado

10h mesa
Ilustração: horizontes possíveis
com Renata SegtowickLiv Malcher Elton Galdino

Troca de experiência entre os ilustradores Renata Segtowick, Felipe Almeida e Liv Malcher para debater os caminhos possíveis e desdobramentos desse mercado em nossa cidade, com mediação de Elton Galdino.

 

11h SUBVERZINES
micro oficina com PPKAS SUBVERSIVAS

A oficina propõem exercícios de escuta, diálogo e produção. A partir das nossas inquietações enquanto mulheres nessa sociedade machista-patriarcal cada participante irá produzir uma zine e um lambe coletivo. Produzindo juntas nos fortalecemos e divulgamos nossas artes, não estamos só!
#PagamentoConsciente

 

16h CARTAZ À MÃO
micro oficina com Elson Souza e Samir Dams

 

17h visita guiada à exposição Recódigo – paisagem hackeada com Italo Brito

A exposição trata de um olhar que desmonta os limites físicos da imagem técnica, transitando as fronteiras entre o analógico e o digital. O projeto foi contemplado com o Prêmio Produção e Difusão Artística da Fundação Cultural do Estado do Pará / 2017.

 

17h30 projeção da videoarte Cartas (e)videntes de Galvanda Galvão & Izabela Leal

A videoarte “Cartas (e)videntes” apresenta uma leitura expandida das Cartas portuguesas de Mariana Alcoforado, transportando o horizonte da freira enclausurada do século XVII para o mundo contemporâneo, em que a experiência passional surge permeada de “amarrações amorosas” tão comuns em nossa época. As cinco cartas de Mariana desdobram-se na performance de cinco mulheres, exibindo desejo e dor, paixão e abandono num processo de montagem cinematográfica. Dissonantes no cenário da escrita marcado por homens, as Cartas foram consideradas desde sempre um ícone da ousadia feminina, mesmo que a questão de sua autoria não tenha até hoje sido comprovada. A ultrapassagem do corpo e da paixão amorosa faz surgir uma nova sensibilidade: a mulher escritora cuja voz salta fronteiras e ecoa em tempos múltiplos e diversos, disseminando a sua índole cada vez mais transgressora.

 

18h pôr do sol das mercês
ocupação cultural com Coletivo AfroRaiz (Marabá) + Bec Bloco & Os Mastodontes

AfroRaiz
Jovens integram projeto de dança e percussão transformadora em uma celebração de bem viver amazônico.

Os Mastodontes
O Mastodontes, politicamente, é um Bando e não uma banda. Conta com 11 artistas da cidade que tem a música como seu ponto de comunhão, numa investigação mais híbrida, social e política, sempre flertando com as artes cênicas que é de onde vem parte do repertório, ressaltando que as origens do Bando Mastodontes estão ligadas ao movimento teatral de Belém.

 

Micro oficinas com Pagamento Consciente

As atividades da Fotoativa no âmbito da Feira Marca Dágua acontecem através de Pagamento Consciente, onde o valor é calculado pelo próprio participante, como forma de não restringir a participação do público interessado, que deve levar em conta três fatores. Suas possibilidades financeiras; aquilo que estima que recebeu; e investida para a continuidade do projeto Fotoativa.

 

Conheça os participantes das mesas

Camila Fialho

Camila Fialho, Porto Alegre/RS, 1980. Radicada em Belém desde 2014, atua como pesquisadora independente em artes e colaboradora da Associação Fotoativa. Formada em Letras e Mestre em Literatura Francesa, tem especialização em Práticas Curatoriais e Gestão Cultural. Em suas pesquisas, transita entre reflexões sobre o território da Amazônia contemporânea, tensões entre palavra e imagem, práticas colaborativas e gestão em espaços híbridos independentes.

 

Ionaldo Rodrigues

Estudou Ciências Sociais na UFPA. Fotógrafo da FCP/Curro Velho. Investiga relações entre historiografia, técnicas da cidade e imagem fotográfica. Edita o selo Prova Impressa, dedicado à experimentação de formatos e sentidos do fotográfico no plano gráfico. Participou de exposições coletivas, realizou a individual Rebotalho, na Kamara Kó Galeria e possui obras na coleção pública do Museu Casa das Onze Janelas em Belém.

 

Fábio Vermelho

Fábio Vermelho diz que é ilustrador, designer gráfico e desenha quadrinhos. Desde Abril de 2015. Auto-publica seu zine Weird Comix, recheado de ilustrações e quadrinhos esquisitos os quais ninguém lê. Um pouco de ficção científica, um pouco de terror, rockabilly, blues, monstros, serial killers e década de 50.

 

Liv Malcher

Nascido em Belém (PA), Livandro atualmente se ocupa em atividades ligadas à criatividade, design e arte. Em 2017 iniciou suas ações através da Ingá, seu estúdio criativo consciente, movimentando-se em redes colaborativas.

Com formação em Design, tem experiência em realizar projetos gráficos e artísticos. No campo editorial, ganhou destaque com a indicação do livro “A floresta habitada: história da ocupação humana na Amazônia”, ao 57º Prêmio Jabuti, na categoria Didático/Paradidático. Ainda na área criativa visual, tem ampla experiência em projetos de identidade visual para empreendimentos, ideias e produtos. Alinhando-se à práticas de consciência social, cultural ou ambiental. Já sua produção artística circulou ruas e cidades no Pará, Recife, Piauí e Rio de Janeiro. Expondo coletivamente ou individualmente em espaços culturais ou galerias, como em 2016, que foi premiado no edital Pauta Livre da Fundação Cultural do Pará, com sua primeira exposição individual: ‘Cria‘, realizada na Galeria Theodoro Braga, em Belém.

 

Marcílio Costa

Marcílio Caldas Costa é poeta e artista visual, já publico dois livros de poesia e participou de inúmeras coletâneas. Em 2008 venceu o “Prêmio Vespasiano Ramos de Poesia” da Academia Paraense de Letras. Em 2009 ganhou a Bolsa de Criação Literária da FUNARTE com o Projeto “todas as ruas”. Em 2010 venceu o Prêmio “Dalcídio Jurandir de Literatura” na categoria poesia com a obra “depois da sede. Desenvolve um trabalho de criação e experimentação entre poesia e outras linguagens, produzindo uma obra que procura expandir a palavra poética para práticas que transitam entre os territórios da literatura e a arte contemporânea, engendrando o que denomina de “Poesia Expandida” e “Livros Expandidos”.

 

Raphíssima

eu escrevo. incorporo narrativas e inscrevo meu corpo-linguagem-mulheramazônica pelas cidades. vivo de contaminações_ caminhos de rato pelo abandono social de um lugar à ribeira da história. pesquiso estética urbana. meus afetos residem nas artesanias da palavra, do pixo ao livro. poética que desliza entre escrita – performance – escrita. corpografias de mim.

artista imaginária, criadora de palavras, residente na oficina guilhotina.

raphíssima, sou eu.

 

Renata Segtowic

É publicitária de formação e ilustradora autodidata. Tem como tema recorrente o universo feminino, a cultura popular e ícones do cinema, TV e literatura. Seu trabalho passa pelo artesanato em tecido, bordado e outras técnicas. Participa do Coletivo de ilustradores Argonautas.

 

Véronique isabelle

“A partir de experiências de imersão em diferentes contextos, desenvolvo um trabalho de pesquisa poética e etnográfica sobre a paisagem, nas suas dimensões sensíveis e imaginarias. Esses experiências possibilitam diversos encontros que alimentam e guiam o trabalho de pesquisa, que se desdobra em uma serie de projetos, principalmente realizados de forma colaborativa, tais como livros, instalações, pinturas, fotografias, paisagens sonoras, textos ou outros.”

Originária de Québec, no Canadá, Véronique trabalha principalmente em Belém desde 2009. Ela é graduada em Artes Visuais pela Universidade Laval (Québec) e pela Escola Superior de Belas Artes de Marselha (França), mestre e doutoranda em Antropologia Social pela Universidade Federal do Pará. Já expôs no Canadá, na França e no Brasil, participou de diversas residências artísticas, projetos de curadorias, realizou vários projetos de colaboração com outros artistas, com instituições e em diferentes comunidades.

 

marca d’água 2017

A marca d’água é uma iniciativa do Laboratório de Projetos da Fotoativa em colaboração com artistas parceiros. O comitê de organização da feira 2017 é composto por Camila Fialho, Dairi Paixão, Débora Flor, Elton Galdino, Galvanda Galvão, Ítalo Brito, José Viana, Lívia Prestes, Maryori Cabrita, raphíssima e Tayná Cardel.

Dúvidas, sugestões, comentários entre em contato através do e-mail: marcadagua@fotoativa.org.br

 

SERVIÇO

marca d’água
feira de impressos e publicações independentes

Sábado e domingo – 2 e 3 de dezembro de 2017
Fotoativa – Praça das Mercês, 19

Atividade com entrada gratuita
Micro oficinas com pagamento consciente

 

Imagem do cartaz: Cianótipo de Irene Almeida

Contatos

Débora Flor (91) 992147494
Camila Fialho (91) 992139991
Tayná Cardel (91) 980871767


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