Fotoativa ontem e hoje

exposição coletiva de artistas
que formam a Fotoativa.
curadoria de Camila Filha e Irene de Almeida
15 de março a 13 de julho de 2019
Neblina colada, Belém, Pará, 2018, fotografia digital, Oswaldo Forte.

A Fotoativa nasce em 1984 fruto do encontro entre fotógrafos, artistas e ativistas no contexto de abertura política do Brasil após 20 anos de ditadura, em consonância com movimentos culturais e sociais expoentes. Consolida-se a partir de uma atuação continuada em Belém do Pará, Amazônia brasileira, em ações cuja experiência colaborativa se desdobra em diferentes frentes, tal a educação, a pesquisa e a experimentação agenciando formas particulares de compartilhar o conhecimento, pensando a luz, a imagem e a fotografia sob um viés transversal, sensível e expandido, em diálogo com outras áreas do conhecimento e outras linguagens.

A mostra que aqui se apresenta articula diferentes artistas e gerações que contribuíram com a construção dessa história. Toma como base as memórias desse corpo-coletivo através da construção de uma linha do tempo interativa com imagens de arquivo, pequenos textos, publicações e objetos pertinentes à sua trajetória. Da mesa de memórias reverberam os universos compartilhados e/ou particulares das poéticas de seus membros que se entrelaçam ao longo do espaço, conformando três eixos expositivos interconectados.

Sonhos transita entre experimentações sensíveis e lúdicas em um embate com ilusões perdidas e desenraizadas da criança que nos habita. Mundos sonhados, realidades que se tornam pesadelos se contrapõem a encantamentos ainda possíveis, suspiros de esperança. Abismos desvela experiências em uma cidade incógnita, percorrendo fantasias cotidianas, a solidão urbana, o abandono, abrindo-se a caminhos inventados, tanto reais quanto labirínticos. Ruínas de um tempo longínquo transbordam para o presente. Outras Fronteiras percorrem paisagens transpondo limites simbólicos das bordas interditas em uma Amazônia repleta de crenças e sabedorias infinitas. Corpos em deslocamento, mundos por descobrir. O reinventar dos passos que se dão a cada dia.   

Tudo ao mesmo tempo agora, as obras reunidas neste percurso coletivo propõem refletir sobre o presente, sobre como aprendemos a voar diante do precipício que hoje toma forma no Brasil.

por Camila Fialho e Irene Almeida
Núcleo de Pesquisa e Documentação Fotoativa

Artistas:  

Alberto Bitar
Alexandre Sequeira
Almires Martins, Armando Queiroz e Marcelo Rodrigues
Cinthya Marques
Coletivo Aparelho
Débora Flor e Dandara Ribeiro
Dênio Maués, Jorane Castro e Toni Soares
Dirceu Maués
Eduardo Kalif
Elza Lima
Emídio Contente
Evna
Fatinha Silva
Flavya Mutran
Guy Veloso
Jeff Alves
Jorge Ramos
José Viana e Raio Verde
Joyce Nabiça
Luciana Magno
Maria Christina
Mariano Klautau Filho
Marise Maués
Miguel Chikaoka
Mirelle Pic
Mônica Lizardo
Nailana Thiely
Natan Garcia
Orlando Maneschy
Oswaldo Forte
Para’i Lopes Guarani, Véronique Isabelle, Almires Machado Martins e os jovens da Aldeia Guarani Mbya de Nova Jacundá
Patrick Pardini
Paula Sampaio
Paulo Amorim
Rodrigo José Correia
Walda Marques

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