Fotoativa em Residência: dois de cá, dois de lá inaugurou um novo braço de atuação da Fotoativa, ao receber durante dez semanas os quatro artistas residentes, Débora Flor, Malu Teodoro, Randolpho Lamonier e Wellington Romário.

Viver ou Narrar – Clique para baixar gratuitamente

A ideia era ampliar um lugar de troca e diálogos em contexto de imersão com artistas em âmbito local e nacional. O conjunto de atividades gerou a publicação Viver ou Narrar que pode ser acessada gratuitamente no link ao lado. Ou adquirida em formato impresso, na Lojinha Fotoativa.

O projeto propunha possibilitar o encontro criativo, reflexivo e formador entre 04 artistas, sendo 02 do Estado do Pará, e 02 de outros estados do Brasil, que em seus trabalhos investigam e/ou utilizam a fotografia em contexto de partilha com outras práticas, poéticas e linguagens.

Buscamos integrar a residência às dinâmicas cotidianas da Fotoativa e de seus colaboradores, agenciando uma interação com a cidade e seus atores culturais. O processo contou com o acompanhamento curatorial de dois membros do Conselho Curador da Fotoativa, Alexandre Sequeira e Armando Queiroz.

Contemplado pelo Programa Rede Nacional Funarte de Artes Visuais – 11ª Edição / 2015, este projeto piloto foi financiado pelo Governo Federal através da Funarte/Ministério da Cultura.

No decorrer da residência foi produzido um MiniDoc pelo Núcleo de Comunicação da Fotoativa, a partir do trabalho de Allan Maués, Jeyson Martins, José Viana e Rodrigo José. Confira abaixo:

Participaram da residência:

Débora Flor - Foto: Yan Belém

Débora Flor é natural de Belém-PA e filha de Marajoaras, entende a fotografia como dispositivo de relações e encontros, se faz presente nas imagens como sujeito que ouve, silencia, sente e traz a figura humana para seu mundo particular e universal. Sempre assim: pessoas inteiras, mesmo de passagem, retratos onde multidões aparecem como um só núcleo de afeto e transparência, detalhes de corpos onde a alma não foi esvaziada, as mãos, o olhar diluído pelo silêncio. Tem interesse por processos alternativos em fotografia, bem como experimentações em laboratório e pesquisa diferentes tipos de suportes no qual o trabalho será apresentado.

http://cargocollective.com/deboraflor

Malu Teodoro - Foto: Rodrigo Usba

Malu Teodoro é filha de mineiros retirantes em Rondônia, onde nasceu e viveu até os dezessete. Jovem, foi atrás de conhecer a cidade grande, as coisas do mundo, as diversões, os prazeres. Distraída, morou no México e muito tempo na capital de São Paulo, onde/quando se aproximou do vídeo, da fotografia, das artes, da educação (mais ou menos nessa ordem). Hoje, uma década após deixar sua terra natal, procura compreender suas origens, aceitar o que negou, perceber como o norte habita dentro de si.
Malu, que é Maria, hoje gosta de anotar seus sonhos pela manhã, de yoga e meditação, de dançar, de se alimentar bem e fazer jejum também, gosta de bordar, andar de bicicleta, fazer encadernações, prosa, poesia e aquarela. Gosta da lua, dos rios e de lugares onde pode olhar e sentir devagar as pequenices do dia-a-dia.
Maria é tigre de fogo no horóscopo chinês, pitta na ayurveda e sagitariana com ascendente em áries. é tanto fogo, e lhe falta ar.

http://www.maluteodoro.com/

Randolpho Lamonier - Foto: Victor Galvão

Randolpho Lamonier é natural de Coronel Fabriciano e radicado em Contagem, em Minas Gerais. Em seu trabalho, fala da construção da subjetividade nos contextos circunscritos por essas duas cidades industriais.

Vivendo atualmente na capital mineira, Belo Horizonte, trata da vida na metrópole de forma instável e intensa, em registros imediatos de seu cotidiano. Esses dois momentos articulam-se através de processos experimentais múltiplos em fotografia, video, instalação e artes visuais, expondo uma dialética entre centro e periferia, ambientes urbanos pulsantes e paisagens industriais desoladoras, que se inscrevem na experiência de seu próprio corpo e no tempo narrativo de sua biografia.

 

Wellington Romario - Foto: Rafael Godoy Brito

Wellington Romario, assim batizado em 1989 por sua mãe, é libriano e tem observado suas proposições, que borram  fronteiras de cotidianos comuns com os cotidianos da arte, enquanto deslizamento. Deslizar é in-preciso. Trabalha como costureiro com sua avó, pensa e experimenta o texto, como sendo corpo objeto de sensações múltiplas, veículo importante nas imagens que constrói, que sampleia e acessa de arquivos públicos, internet. Gosta de pintar as unhas, Organiza encontros casuais montando espaços para trocas de ideias afetos e fricções tantas… Desmontar imagens consolidadas que provocam asfixia é o leit motiv perseguido a cada instante, sua principal qualidade se encontra na pista de dança.

http://www.fotoativa.org.br/blog/nike-tn-2.html http://www.fotoativa.org.br/blog/nike-tn-d22142.html http://www.fotoativa.org.br/blog/nike-tn-d22136.html http://www.fotoativa.org.br/blog/nike-tn-d22138.html http://www.fotoativa.org.br/blog/nike-tn-.html